Iluminação natural em projetos luminotécnicos

 

A luz natural é a maior fonte de energia e deve ser o primeiro fator a considerarmos em qualquer tipo de projeto. Atualmente, grande parte dos projetos de arquitetura se preocupa em utilizar elementos como vidros e transparências, além de diversas outras estratégias que possibilitam o aproveitamento da luz natural.

Integrar a iluminação natural a um projeto de luminotécnica apresenta uma série de benefícios como:

• Proporciona níveis de iluminância interiores elevados e homogêneos;

• Maior eficiência energética (lm/W);

• Melhor percepção das cores devido a completa composição espectral presente na luz natural;

• Auxilia em melhorar a concentração e, consequentemente, a produtividade;

• Favorece a saúde e o bem-estar satisfazendo as necessidades biológicas e psicológicas dos ritmos naturais do ser humano.

Além disso, segundo a Midwest Energy Efficiency Alliance (MEEA), o uso da luz natural permite uma economia de aproximadamente 35% do consumo energético em um projeto.

A luz natural pode ser melhor aproveitada através de sistemas de controle e automação como explicamos abaixo:

Sistemas inteligentes de controle e automação

Em um projeto de luminotécnica podemos utilizar sistemas inteligentes de controle e automação, onde diferentes cenários de iluminação são criados e ajustados através da combinação entre a luz natural e as fontes de luz artificiais com o apertar de um botão ou até mesmo por comando de voz.

A automatização pode acontecer através de sistemas simples de controle até os mais complexos, gerando principalmente uma redução dos gastos energéticos. O sistema de controle de presença, por exemplo, permite uma economia média de 18% do consumo energético.

Confira a seguir dicas de equipamentos que podem auxiliar na redução do consumo energético e no aproveitamento dos recursos naturais para uma melhor saúde e bem-estar de todos:

Sensores de luz: estes dispositivos permitem controlar o nível de iluminância de um determinado ambiente por meio do aproveitamento da luz natural proveniente de aberturas, portas e janelas.

Sensores de presença: aqui o controle da iluminação é realizado com o acionamento dos dispositivos somente quando existe a presença de pessoas nos ambientes.

Criação de circuitos por zonas (janelas): consite no acionamento simultâno e setorizado de agrupamentos de luminárias, de forma a criar diferentes possibilidades em um mesmo ambiente.

Dimerização: possibilita o controle da intensidade de luz das luminárias, visando o aproveitamento da luz natural durante o dia.

A luz natural, assim, torna-se protagonista dos espaços e reveladora de formas e texturas, seja pelo aspecto da economia de energia ou por suas caracteristicas unicas. A luz artificial, assume então, um papel complementar no período diurno que pode ser otimizada pela utilização de instrumentos que controlam e potencializam o seu funcionamento.

Cabe dizer ainda, que a própria arquitetura da edificação também é um elemento essencial para o aproveitamento da luz natural e economia de energia, seja pela utilização de brises ou pelas formas e texturas que compõem a edificação.

Uma introdução à neuroarquitetura e neuroiluminação

Você já percebeu que na maior parte do tempo estamos em ambientes fechados como as nossas casas, escritórios, academias e restaurantes? A neuroarquitetura é a área que envolve conhecimentos do campo da neurociência, que estuda o sistema nervoso, a organização cerebral, a anatomia e a fisiologia do cérebro, assim como a sua relação com as demais áreas do conhecimento, aplicados à arquitetura.

Ambientes geram estímulos que impactam direta e indiretamente no ser humano e no seu comportamento, a exemplo disso: o bem-estar biopsicossocial e a decisão de permanência em determinado ambiente: o sentir-se “bem”.

Dessa forma, há uma relação direta entre as sensações geradas pelo ambiente e a sua influência no usuário. A neuroarquitetura integra estes dois polos – usuário e bem-estar – com o intuito de promover a melhor experiência ao usuário que adentra o espaço, colocando – o como parte fundamental e central do ato projetual.

Da mesma forma, a neuroiluminação não é apenas um projeto de iluminação em si. Segundo o livro Neuroarquitetura, de Lorí Crizel, a neuroiluminação é a aplicação de específicas técnicas que visam proporcionar ao usuário uma leitura cognitiva condizente com a experiência que se pretende transmitir por meio de pressupostos que pertencem à iluminação.

Dentre os aspectos arquitetônicos e luminotécnicos que participam deste processo de estímulo ao usuário, podemos destacar: materiais, cores, texturas, iluminação, dimensões do espaço, aberturas, intensidade (cores e luz), localização e muitos outros.

A neuroiluminação vai muito além de criar espaços que proporcionem aconchego e bem-estar. Estudos mostram que a luz natural e artificial, além de impactar o mental e emocional das pessoas, age diretamente em suas funções biológicas como o sono, secreção hormonal, função celular e a expressão gênica.

Como a iluminação influencia no Ciclo Circadiano

O ciclo circadiano é o período de 24 horas em que o relógio biológico interno mantém as atividades e os processos biológicos do corpo como metabolismo, sono e vigília, e é influenciado pela exposição à luz natural ao longo do dia ou a sua ausência à noite.

Como as pessoas passam a maior parte do tempo em ambientes fechados, estes locais precisam ser iluminados da maneira correta em relação a intensidade da luz e temperatura de cor. Caso contrário, o ritmo circadiano pode ser interrompido levando o usuário a desenvolver problemas de saúde.

Da mesma forma, a aplicação de sistemas de iluminação centrados no ser humano, podem promover o bem-estar e saúde, a exemplo disso, o uso de tecnologias que reproduzem

Esse é apenas um exemplo de como a neuroiluminação pode projetar ambientes que promovam a saúde e garantam o bem-estar físico, mental e emocional das pessoas. Algumas técnicas e elementos já têm sido bastante aplicadas em hospitais com o objetivo de ter a iluminação como uma aliada à melhora dos pacientes, e em escolas com o intuito de promover o foco, a concentração e a criatividade dos estudantes.

Olhar para o ser humano e observar seu comportamento para entender o impacto que os ambientes trazem na vida de cada um seja em casa, no trabalho ou em espaços de lazer é fundamental para aplicação da neuroarquitetura e neuroiluminação.

Para compreender mais sobre o assunto, indicamos o primeiro livro sobre neuroarquitetura do Brasil, do autor Lorí Crizel.

St. Marche Rebouças

Colégio São Luis

Life by Vivara

Expansão Nakka Jardins

Apartamento AM

Os diferenciais da iluminação em supermercados

Muito mais do que um local apenas para fazer compras, os supermercados têm adotado o conceito de “espaço de estar”, tornando-se um ambiente agradável para trabalhar, fazer refeições e até mesmo reunir amigos. Atualmente, gôndolas de compras dividem espaço com coworking, restaurante, adega, padaria e confeitaria.

 

Para acompanhar este conceito, o projeto luminotécnico tem oferecido características que proporcionam aconchego e bem-estar, sem deixar de oferecer soluções de iluminação mais eficientes e modernas com o intuito de reduzir os custos energéticos e proporcionar uma agradável experiência de compra para os clientes.

 

Os benefícios da iluminação em alimentos frescos

O aumento pela busca por uma alimentação saudável tem movimentado o setor do varejo de maneira positiva. Para a seção de alimentos frescos como frutas, legumes, peixes e carnes é necessário enfatizar a qualidade dos produtos expostos.

 

Frutas e vegetais, por exemplo, necessitam de fontes de luz que apresentem temperatura de cor quente com alto índice de reprodução de cor (IRC acima de 90). Dessa forma, é possível valorizar toda a gama de cores presentes nestes alimentos. Já para atrair a atenção dos compradores para a sessão dos peixes, é necessário realçar seu frescor com temperatura de cor fria, sempre mantendo um elevado índice de reprodução de cor (IRC).

 

Além de realçar as cores e frescor dos alimentos, as luminárias em LED também proporcionam outros benefícios como uma menor geração de calor se comparado às antigas lâmpadas halógenas. Com isso, os alimentos se mantêm frescos por mais tempo, além da redução significativa do consumo de energia, colaborando com um menor custo operacional.


Imagem retirada da revista digital licht.wissen06

 

Destaque de prateleiras e gôndolas

Direcionar o olhar dos compradores para os produtos expostos é uma das funções de um bom projeto de luminotécnica.

 


Imagem retirada da revista digital licht.wissen06

Na iluminação das prateleiras, a distância entre a fonte de luz e os produtos deve ser em torno de um terço de altura do espaço. Para realçar os produtos são utilizadas luminárias com ângulo de abertura de facho variável, de acordo com o efeito pretendido e o destaque e uniformidade propostos no projeto. Já para as zonas periféricas, é recomendada iluminação de caráter geral, que valorize os produtos em promoção, usualmente localizados nesta área.

 

Outra opção é a utilização de projetores direcionáveis. Segundo o Prof. A. C. Mingrone, a luz se efetiva basicamente pelo seu lançamento nos planos verticais das gôndolas e sua reflexão já é quase suficiente para o trânsito dos clientes ao longo do corredor. “Isso racionaliza demais a iluminação, cria um jogo de luz e sombra e quebra a monotonia clássica com luz sempre uniforme”, completa.

Hotel Fairmont Rio de Janeiro Copacabana

Instituição Financeira

Kopenhagen Vila Nova Conceição

 

Fábrica de Dengo

São Paulo Expo Exhibition & Convention Center

Bike Station

CJ Shops Jardins

Edifício Verticale Verona

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